quinta-feira, 19 de março de 2015

COMO É FEITO O EXAME DE ELETRONEUROMIOGRAFIA?

       A Eletroneuromiografia é um exame diagnóstico em que se avalia principalmente o funcionamento de nervos e músculos, desde a origem de fibras nervosas localizadas na medula espinhal, e sua via de continuidade em raízes, plexos, nervos, placa neural e músculos.
       O exame segue alguns protocolos de testes dependendo da principal suspeita diagnóstica. Cada paciente termina tendo um tempo próprio para realização, podendo variar de 30 minutos até 1 ou 2 horas dependendo da complexidade do caso.
         O ideal é sempre fazer testes comparativos entre o lado sintomático (que é o objetivo principal do estudo), com o lado sem sintomas. Em algumas situações, para precisar melhor o diagnóstico, deve ser realizado nos 4 membros (braços e pernas) e em face.
         Os testes se iniciam do lado com sintomas, para minimizar o desconforto do paciente, permitindo fazer o mínimo necessário de estudos para se chegar a um diagnóstico com segurança.
       Os dois principais testes realizados na maioria dos pacientes são: Estudo de Neurocondução e Estudo de Captação por Agulha ou Eletromiografia.
        Na Neurocondução, estímulos elétricos são aplicados em locais específicos de passagens de nervos e a resposta captada em locais correspondentes dos nervos estudados. O estímulo elétrico é de baixa intensidade, normalmente bem suportado pelos pacientes.
        Na Eletromiografia, utiliza-se agulhas bastante finas, que funcionam como eletrodos para captação da atividade muscular. São agulhas descartáveis, sem risco de transmitir doenças, bem suportadas pelos pacientes que comparam com agulhas de Acupuntura.
        Não existem contra-indicações absolutas a realização do exame. Em alguns casos, como portadores de marca-passo e usuários de anti-coagulantes, os testes devem ser readequados para evitar complicações.
        O diagnóstico preciso de algumas doenças dependem do conjunto formado pela História Clínica, Exame Neurológico, Exames de Imagem e Testes Específicos da Eletroneuromiografia  realizados. O raciocínio crítico após todos estes dados é que vai ser fundamental para a confiabilidade e precisão do diagnóstico obtido.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

POLINEUROPATIA ALCOÓLICA

A prevalência das polineuropatias é cerca de 10% na população geral. É geralmente uma manifestação de uma doença sistêmica como diabetes mellitus, hanseníase  ou abuso de bebida alcóolica. Em 20% dos casos permanece com uma etiologia desconhecida.
Alguns questionamentos auxiliam no diagnóstico etiológico:
1) É subaguda ou crônica? Se crônica , é progressiva, remitente, recorrente ou fases distintas?
2) O padrão de distribuição: proximal, distal ou ambos?
3) Tipo de fibra nervosa envolvida: sensitiva, motora, mista, fibras autonômicas envolvidas?
4) História familiar? Deformidades em pés ou coluna?
5) História de doença prévia, exposição a drogas ou toxinas?
6) Patologia primária: Desmielinizante ou Axonal? Se desmielinizante, é segmental ou uniforme?
Na polineuropatia alcoólica, o estudo eletroneuromiográfico evidencia geralmente ausência ou amplitude bastante reduzida dos Potenciais de Ação Sensitiva, amplitude reduzida dos Potenciais de Ação Muscular Compostos, fibrilações e  redução do recrutamento dos Potenciais de Ação da Unidade Motora. Mais intensos em membros inferiores que em membros superiores, e de forma simétrica.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

RADICULOPATIA

É a segunda indicação  mais frequente para se realizar uma Eletroneuromiografia, atrás apenas da Síndrome do Túnel do Carpo. 
Radiculopatia é uma lesão de uma raiz específica de um nervo ou vários nervos, geralmente causada por compressão por uma hérnia de disco. A Eletroneuromiografia pode dar informações não apenas em relação a localização ou anatomia da raiz envolvida, como o que realmente está ocorrendo  com os nervos e músculos. A combinação de exames de imagem (Ressonância  Magnética) e Eletroneuromiografia confirma o diagnóstico de Radiculopatia.
Os achados físicos mais comuns de radiculopatia são:
- Reflexos diminuídos em músculos inervados por nervo formados pela raiz envolvida;
- Fraqueza em músculos inervados por nervos formados pela raiz envolvida;
- Sintomas sensoriais distribuídos por dermátomos representados pela raiz envolvida.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO - NEUROPATIA DO NERVO MEDIANO NO PUNHO

É a mais comum de todas as neuropatias compressivas, sendo uma das mais frequentes das  indicações de realização do exame de Eletroneuromiografia. Os sintomas e sinais relacionados a Síndrome do Túnel do Carpo na maioria dos casos, relaciona-se com o sítio de compressão do nervo mediano, dentro da estrutura anatômica no túnel do carpo no punho.  Raramente, sintomas relacionados a lesões proximais do nervo mediano, plexo braquial e raízes de C6 e C7, numa fase inicial, podem se confundir com esta síndrome.
Mulheres são acometidas mais frequentemente que homens. Normalmente a mão dominante é a mais afetada. Queixas de dores em punho, antebraço, braço e ombro, associado a sensações desagradáveis como dormência e  formigamento em mãos, polegar, II, III e IV dedo (face lateral do dedo anelar).
Sintomas e sinais altamente sugestivos de Síndrome do Túnel do Carpo:
- Parestesias (sensações desagradáveis) noturnas que acordam o paciente;
- Balançar as mãos para alívio dos sintomas;
- Dor e parestesias associado a dirigir, segurar um livro ou telefone;
- Alteração na sensibilidade do I, II, III e metade do IV dedo;
- Fraqueza da musculatura da região tenar;
- Manobra de Phallen reproduz os sintomas.
Sintomas e sinais prováveis:
- Dores em mão, punho, antebraço e ombro;
- Percepção de parestesias nos 5 dedos;
- Sinal de Tinel sobre o nervo mediano no punho;
- Perda de sensibilidade no I, II, III e /ou IV dedo.
Sintomas e sinais inconsistentes com Síndrome do Túnel do Carpo:
- Dor cervical;
- Parestesias irradiando da coluna cervical para ombro e braço;
- Dormência na região tenar;
- Fraqueza de músculos da região hipotenar, flexão do polegar, pronação do braço e flexão/ extensão do cotovelo;
- Redução de reflexos do bíceps ou tríceps.

HANSENÍASE NEURAL PRIMÁRIA

 

Considerada uma forma de manifestação da hanseníase, que pode preceder o aparecimento das lesões cutâneas  em até 35% dos casos.
A confirmação do diagnóstico é um grande desafio, pois os dois sinais cardinais da hanseníase - lesões cutâneas e presença de bacilos álcool-ácido resistentes nos esfregaços de pele - estão ausentes.
Devido ao potencial de sequelas neurológicas graves quando não diagnosticado e tratado precocemente, recomenda-se uma investigação criteriosa dos casos de mononeuropatias  isoladas e mononeuropatias múltiplas. O padrão mais comum é o da mononeuropatia múltipla (80% dos casos), seguido de mononeuropatias isoladas. A neuropatia é predominantemente sensitiva, com maior comprometimento térmico/dolorosa.

SÍNDROME DE GUILLAIN-BARRÉ

É a causa mais comum de paralisia flácida subaguda no mundo. 

Tipicamente, desenvolve no curso de dias com fraqueza em pernas que vai ascendendo, associado ao comprometimento da sensibilidade em pés e mãos, raramente dolorosos. A fraqueza muscular pode ascender para braços e até músculos da face em metade dos casos. O pico da manifestação da fraqueza normalmente na quarta semana. O aumento de proteínas no LCR, sem aumento de células, ocorre no decorrer da segunda semana do quadro. A eletroneuromiografia é o exame com maior sensibilidade no diagnóstico precoce. Em 80% dos pacientes se evidencia alentecimento na Velocidade de Condução  ou Bloqueio de Condução no decorrer da doença, aumento da latência distal de até 3 vezes da normalidade, alentecimento da onda F como sinal mais prcecoce. 

CLASSIFICAÇÃO DE NEUROPATIAS PERIFÉRICAS


As neuropatias periféricas podem ser classificadas quanto às fibras envolvidas em sensitivas, motoras e autonômicas, ocorrendo em várias combinações.

Quanto à topografia  do nervo acometido: distal, progredindo proximalmente; próximo às origens do nervo ou raízes; qualquer posição intermediária; toda a extensão do nervo.
Quanto à distribuição dos nervos acometidos: mononeuropatias, quando acometimento isolado de um nervo; polineuropatias, quando o acometimento é simétrico, de distal para proximal; mononeuropatias múltiplas, quando há acometimento de múltiplos nervos de forma assimétrica e em tempos distintos.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Onde fazer o exame de Eletroneuromiografia em João Pessoa?

O exame de Eletroneuromiografia pode ser realizada na nova sede da INEURO- Instituto de Neurocirurgia e Cirurgia da Coluna, no Edifício Eco Business Center, Sala 1707 localizado na Rua Antônio Rabelo Junior, 161 - Miramar - João Pessoa -PB - CEP 58032090
Novas instalações com conforto e comodidade no estacionamento.


Exames Particulares por ordem de chegada, laudo após o exame; Horários de realização do exame: segundas a tarde (a partir de 15:00), quartas manhã e tarde (a partir de 10:00) e sexta pela manhã (a partir de 7:30)
Ponto de referência: Em frente ao Edifício Eco Medical

Fone:  (083) 993119260 / 98477480/ 999485408 (whatsApp)

Convênios: Unimed. Aceitamos cartão. 
OBS: Possibilidade de reembolso pelos convênios.


O que é a Eletroneuromiografia?

A Eletroneuromiografia é um importante método de diagnóstico, que engloba uma série de estudos eletrofisiológicos,  para diferenciar patologias em nervos e  músculos. Considerado como um exame  complementar, que se avalia o funcionamento do sistema nervoso periférico.

Os dois principais testes realizados nesse método de diagnóstico são: o estudo de condução dos nervos e o estudo eletromiográfico dos músculos.
Na condução dos nervos, é aplicado estímulos elétricos em locais específicos definidos anatomicamente pela localização dos nervos, e captação destes estímulos em músculos inervados por estes nervos.
Na eletromiografia dos músculos, é introduzido uma agulha especializada com função principal de captar a atividade dos músculos durante o repouso e durante a atividade muscular.

Deve-se considerar a realização desse método quando o paciente se queixa de formigamento, dor,  fraqueza, alteração na marcha, atrofia muscular, fadiga, dormência, alterações em reflexos.
Entretanto, estes sintomas ou sinais isoladamente, quando relacionados a uma causa lógica, não devem ser motivo para se submeter ao exame.

Como método complementar, deve ser encarado como uma peça no quebra-cabeça diagnóstico, em que  fazem parte a história clínica, exame físico, exames laboratoriais e exames de imagem.
Por este motivo principal, deve ser realizado por médico com treinamento em neurofisiologia, com conhecimentos que envolvem  neurologia  e neurocirurgia.

Os principais objetivos do exame:

1) descobrir se há um problema no funcionamento de nervos ou músculos;
2) definir onde está localizado o problema;
3) auxiliar em determinar  o prognóstico e o tempo do problema encontrado;
4) determinar um tratamento adequado, se disponível no diagnóstico estabelecido.

Em alguns casos, o exame é essencial em estabelecer um diagnóstico particular. E em algumas situações, o exame não tem importância alguma para determinadas patologias.